Acções de penhora vão ser executadas em três meses sendo extintas após esse período

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Três meses é o tempo de que um agente de execuções vai dispor para descobrir bens penhoráveis ao executado.  Passado esse tempo e caso nenhum valor tenha sido detectado na posse da  pessoa alvo do processo, a execução é dada como extinta. Esta é uma das principais novidades do projecto de revisão do Código de  Processo Civil, documento que esta quinta-feira foi apresentado no  Ministério da Justiça, em Lisboa e que poderá ter como consequência mais imediata, e depois da eventual e necessária aprovação do Parlamento,  uma redução de pendências na ordem dos 200 a 300 mil processos. O advogado João Correia, coordenador da comissão que ainda no anterior  executivo governamental começou a trabalhar no projecto, salientou,  ainda a propósito do período para detecção de bens a penhorar que este  poderá, eventualmente, ser mais alargada caso assim o entendam os  deputados … [Read more...]

“Expediêntes dilatórios” e outras estórias da Reforma do Processo Civil

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No passado dia 30 de Novembro foram disponibilizados no sistema de consulta on-line das estatísticas da Justiça os dados estatísticos definitivos de diversas áreas da Justiça. Como se esperava os números não são animadores: Na região de Lisboa as acções declarativas duram em média mais de 22 meses e encontram-se pendentes no distrito judicial de Lisboa mais do que 600 mil processos cíveis (dos quais mais 500 mil são acções executivas). Assim, parece do mais elementar bom senso que a reforma do processo civil seja a prioridade do Governo na área da Justiça, quer no programa do Governo, quer no Orçamento de Estado para 2012, e não temos como deixar de saudar as intenções reformistas manifestadas nesta área. Contudo, das primeiras declarações públicas do executivo sobre o assunto parece resultar que o combate à morosidade se fará por via da eliminação de alegados … [Read more...]

Investigação criminal e processo civil prioridades

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A ministra da Justiça elegeu hoje no Parlamento a reforma do processo civil, com destaque para acção executiva  (cobrança de dívidas), e a investigação criminal como as grandes  prioridades do Governo no âmbito do Orçamento do Estado para 2012. «Trinta por cento das despesas de investimento vão para a investigação  criminal», disse Paula Teixeira da Cruz, manifestando a intenção do  Executivo em proceder à reforma das leis penais e processuais penais  para acabar com os «expedientes dilatórios» e o número exagerado de  testemunhas no processo-crime, nomeadamente nos casos de criminalidade  económico-financeira. Na vertente cível, a ministra enfatizou que a "grande preocupação" é a  reforma do processo civil, com particular incidência na acção executiva  (cobrança de dívidas e penhoras), propondo alterações no sentido de  unificar os dois processos (declarativo e … [Read more...]

Acção Executiva e Insolvência: Pistas para a interpretação do artigo 88.º do CIRE

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Publicam-se para estudo e referência futura de colegas e estudiosos do direito os tópicos que utilizamos na apresentação deste tema perante o juri da prova da Agregação do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados em 11/10/2011 1. Aumento da procura dos clientes no escritório do meu patrono, empresas e pessoas singulares, para procederem à sua apresentação à insolvência. As razões da apresentação à insolvência: A. Sobreendividamento devido à crise económica do nosso país; B. Aumento de impostos; C. Aumento das taxas de juros dos empréstimos habitacionais; D. Recursos a créditos pessoais, para fazer face às despesas do dia-a-dia; E. No caso dos gerentes das sociedades, endividamento pessoal, devido ao facto de terem dado avais pessoais para os empréstimos contraídos pela sociedade; F. Entre outras causas. 2. Observei no escritório do meu patrono, bem … [Read more...]

Ana Rita Mendes conclui com sucesso a sua agregação

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Foi na passada terça-feira uma prova de agregação "sem espinhas" com que a colega Ana Rita Mendes se transformou na mais jovem Advogada do nosso escritório. A colega que desenvolveu integralmente o seu estágio no escritório numa "maratona" de quase 3 anos defendeu com brilhantismo o seu tema sobre as relações entre a acção executiva e o processo de insolvência, cujos tópicos poderá encontrar publicados na secção Artigos e Doutrina. A Ana Rita tem 28 anos, é licenciada pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e desenvolve actividade no escritório na área do Contencioso, com especial predominância nos últimos meses, para o Direito Civil, Processula Civil e Insolvências de Pessoas Singulares e Colectivas. … [Read more...]

Ligar agentes de execução e registos permitiu poupar 35 mil horas de trabalho

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O acesso electrónico aos registos predial e comercial e a possibilidade de realizar citações por via electrónica permitiram que os agentes de execução poupassem 400 mil euros, só nos primeiros seis meses deste ano. E o impacto da medida não é só financeiro, também se mede em horas de trabalho nos serviços envolvidos. A esse nível as poupanças terão atingido as 35 mil horas de trabalho. Para assegurar a ligação electrónica directa a um conjunto de entidades a Câmara dos Solicitadores, que divulgou os números de balanço, começou a desenvolver em 2003 o Sistema Informático de Suporte à Actividade dos Agentes de Execução, mas a plataforma só começou a ser usada no início deste ano, altura em que foi obtida a autorização para aceder aos registos predial e comercial. O SISAAE garante acesso directo a 18 entidades distintas e está a suportar uma média de 400 mil acessos … [Read more...]

Extinção da Acção Executiva por falta de pagamento ao Agente de Execução

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Foi publicada em Diário da República a Portaria n.º 1148/2010. D.R. n.º 214, Série I de 2010-11-04 sobre Acção Executiva, que entre outros procedimentos vem possibilitar ao Agente de Execução promover a extinção da acção executiva por falta de pagamento da provisão quanto aos serviços a prestar. A medida aplica -se a qualquer processo executivo entrado após 15 de Setembro de 2003 e que esteja à espera de pagamento de provisão por parte do exequente há mais de dois meses. … [Read more...]

Penhora do Quinhão Hereditário

É hoje entedimento comum que em caso de execução a penhora apenas poderá recair somente nos bens suficientes para o pagamento da dívida exequenda e do acrescido e apenas quando o produto dos mesmos seja insuficiente para o pagamento da execução, a penhora prosseguirá em outros bens, designadamente bens imóveis. Assim, por via de regra,  a penhora do quinhão heritário não será uma primeira escolha na indicação dos bens à penhora por parte do execuquente. Acresce que, não pode ser penhorado qualquer elemento da herança ou parte da mesma pois, enquanto o acervo hereditário não for partilhado, não se sabe a forma como serão preenchidos os quinhões dos herdeiros. Deste modo, não havendo partilha, não ocorrerá a penhora. Nas execuções fiscais caso a penhora recaia sobre mais bens do que aqueles que estão actualmente penhorados ou recaia sobre o quinhão hereditário de herança … [Read more...]