CASE STUDY: Sociedade por Quotas na proporção 50-50

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A e B, estrangeiros a viver em Portugal, divorciados mas a viver em união de facto, são sócios de uma sociedade por quotas na proporção 50-50. A empresa, direccionada para a exploração de bares e restaurantes, já deixou de ter qualquer actividade há anos, sendo mantida activa devido apenas ao facto de o imóvel que explorava se encontrar registado em nome da Sociedade.Ao cabo de alguns anos sem tirar qualquer rentabilidade da Sociedade e, pelo contrário, encontrando-se numa situação de dívidas acumuladas, penhoras de várias origens, etc., A e B decidem vender o imóvel por um valor irrisório e declarar o fim da Sociedade. Para tanto contactam uma empresa de mediação que encontra C, um comprador não Português. Fechado o negócio e definidas as bases do acordo, C procura um solicitador, e A e B não procuram nem um Advogado nem um solicitador. É elaborado pelo solicitador um … [Read more...]

Sociedades Comerciais: Case Study

A, Sociedade por quotas, do ramo da construção civil, apresentou por escrito, a B e C, casados sob o regime de comunhão de adquiridos, um orçamento para a construção de um imóvel. Após a aceitação dos valores propostos no orçamento, A iniciou de imediato os trabalhos. Isto apesar de a primeira parcela ter de ser paga antes do início da construção, não tendo, contudo, B e C procedido ao pagamento da mesma, nem de alguma outra parcela verbalmente contratualizada. Apesar de o Sócio-Gerente de A insistir regularmente com B e C, não parou as obras, continuando a despender o capital necessário à aquisição de materiais, pagamento de ordenados, etc., situação que deveria estar a ser devidamente compensada pela entrada dos pagamentos regulares feitos por B e C. O tempo passou, a situação arrastou-se e, aos constantes pedidos de pagamento de entregas de verbas já vencidas e devidas, as … [Read more...]

“A Gestão dentro de uma Sociedade Comercial” – A visão de um Advogado (2.ª parte)

É óbvio que, dependendo da “saúde” da empresa devedora, outras opções se abrem, tais como: a necessidade, para não dizer “quase obrigatoriedade” de instaurar uma providência cautelar. Nesta situação, os Advogados esbarram, inúmeras vezes, na falta de coragem dos Juízes em decretar uma medida cautelar, uma vez que a nossa Lei, em muitos casos, protege os devedores. Pode-se, a título de exemplo, referir que o “diz-se, diz-se” não é permitido em Tribunal enquanto prova bastante para ser decretada uma providência cautelar, apesar de haver casos conhecidos em que alguns Juízes se servem de tal argumento para, correctamente, decretarem, a título provisório, a providência. Contudo, esta escola de julgamento, que se pode classificar de mais corajosa, não “faz escola”. Muitos Juízes escondem-se atrás da letra da lei, fugindo de uma ambiguidade que a Lei tem e de uma … [Read more...]

“A Gestão dentro de uma Sociedade Comercial” – A visão de um Advogado (1.ª parte)

A gestão de uma Sociedade Comercial, seja ela qual for, tem princípios jurídicos que possuem denominadores comuns. Contudo, é necessário sublinhar que no interior do princípio da legalidade, existe um espectro de legalidade dentro do espírito da lei. Em Direito essa realidade é designada por “discricionariedade da lei”. É exactamente ela que permite algo que é tão criticado: o facto de, por exemplo, um Juiz, utilizando os mesmos princípios jurídicos ou, por outras palavras, “utilizando as mesmas leis”, poder decidir um caso de maneira diversa daquela decidida por um outro Juiz. Esta situação levanta um outro ponto: a interpretação da lei. Há interpretações diversas em (quase) todos os “operadores” jurídicos. Colateralmente ao espírito da lei, temos ainda algo que, hoje em dia, faz a diferença no mundo empresarial: a “boa vontade” dos credores. Quem trabalha com um … [Read more...]